Letra de «Melancolia»
Quando olho pra frente e sinto saudade Do tempo bom da minha mocidade No peito arde uma dor que me invade Contagia tudo e sobe até a mente Se não me cuido até fico doente Neurose deprimente Ontem, hoje e antigamente Conforta saber que não vai ser para sempre Depois do novo dia, vai ser diferente
Quem nasce antes morre mais cedo Eu olho a morte com carinho e não com medo Afinal, ela é a ponte que me ligará a eternidade E é ai que tudo começa de verdade Enquanto isso, a depressão invade Eu to sozinho aqui, com tanta gente na cidade Bom Deus, tende piedade, pega meu cálice e o afaste Quem falou que nunca é tarde é porque não sabe a falta que faz Aos doze, o carinho o afeto dos pais Ninguém mais toma esse lugar Paternidade adotiva é boa e até chega a consolar Mas mãe é mãe, pai é pai, gene não dá para trocar Família é presente ou maldição que vai perpetuar Na Febem, tem moleque maníaco por um lar Ok, até que eu to bem, não precisei passar por lá Morreria mais depressa se ficasse trancado Mesmo assim tive um duro aprendizado Onde estão, cadê meus manos que andavam do meu lado
Quando olho pra frente e sinto saudade Do tempo bom da minha mocidade No peito arde uma dor que me invade Contagia tudo e sobe até a mente Se não me cuido até fico doente Neurose deprimente Ontem, hoje e antigamente Conforta saber que não vai para sempre Depois do novo dia, vai ser diferente
Cadê meus manos que andavam do meu lado Edgar, Tinho, Ricardo, primos e amigos que foram sem deixar recado Como não sentir saudade Dos tempos da menor idade, onde tudo era vaidade Tudo o que eu queria era que o sol brilhasse até mais tarde Papai do céu, que os trocados na carteira de meu pai nunca acabem Meu fliperama e meu sorvete Meu falcon e meu pegasus vão durar para sempre Mas o sempre ta sempre lá na frente E a gente sempre cansa na metade Quando eu partir irei com a impressão de que já fui tarde Vou dar falta do Aquaplay e também do meu Atari Do Genius que eu nunca ganhei mas sempre desejei Mas para onde eu vou, serei filho do Rei O príncipe latino voltará a ser menino Se senti, ou se deixei saudades, tanto faz, é tudo passageiro Mesmo assim, me leve flores no dia do meu enterro
Quando olho pra frente e sinto saudade Do tempo bom da minha mocidade No peito arde uma dor que me invade Contagia tudo e sobe até a mente Se não me cuido até fico doente Neurose deprimente Ontem, hoje e antigamente Conforta saber que não vai ser para sempre Depois do novo dia, vai ser diferente

