Andei cegaOrgulhosa dos meus errosAndei surdaRodeada de morcegosE agora não me chegamTodos os meus dedosPara os contarNão há nada nesta rua que eu conheçaEstou perdida mas o corpo não fraquejaSe este é o meu destinoEntão, assim seja! Só quero pão e águaPão e águaDeixar as vontades de vezPara ficar livre do mundoFicarei livre de tudoBasta-me pão e águaE força na vozPara dizer a verdade como éMesmo que me deitem na terraEu tenho a esperança de pé Larguei o orgulhoE o medoQue o pecado não é pequenoE eu não tenhoTanto tempo até morrerNão há soberba nem vaidadeQue me esconda da verdadeNem da luz que ela tiverBasta-me pão e águaPorque nasci outra vezE agora basta-me pão e água Tornei-me livre das vontadesParti o pão em três bocadosDei cada um a três mulheresQue a fome é dura se não a pedes
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